IPv4, a versão 4 do protocolo IP começa a contar os seus últimos dias de vida e resolvemos partilhar alguma da sua história
IP é um acrónimo para a expressão inglesa “Internet Protocol” (ou Protocolo de Internet), que é um protocolo usado entre duas ou mais máquinas em rede para encaminhamento de dados.
Os dados numa rede IP são enviados em blocos referidos como pacotes ou datagramas (os termos são basicamente sinónimos no IP, sendo usados para os dados em diferentes locais nas camadas IP). Em particular, no IP nenhuma definição é necessária antes do host tentar enviar pacotes para um host com o qual não comunicou previamente.
O IP oferece um serviço de datagramas não confiável (também chamado de melhor esforço); ou seja, o pacote vem quase sem garantias. O pacote pode chegar desordenado (comparado com outros pacotes enviados entre os mesmos hosts), também podem chegar duplicados, ou podem ser perdidos por inteiro. Se a aplicação precisa de confiabilidade, esta é adicionada na camada de transporte (TCP).
Os roteadores (routers) são utilizados para reencaminhar datagramas IP através das redes interligadas na segunda camada. A falta de qualquer garantia de entrega significa que o desenho da troca de pacotes é feito de forma mais simplificada.
O IP é o elemento comum encontrado na internet pública dos dias de hoje. É descrito no RFC 791 da IETF, que foi pela primeira vez publicado em Setembro de 1981. Este documento descreve o protocolo da camada de rede mais popular e actualmente em uso. Esta versão do protocolo é designada de versão 4, ou IPv4. O IPv6 tem endereçamento de origem e destino de 128 bits, oferecendo mais endereçamentos que os 32 bits do IPv4 e é desta nova gerão de protocolo que vamos introduzir de seguida.
Mais informação: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ipv4
Os ‘porquês’ da necessidade de implementar a nova geração do IP (Internet Protocol)
O principal motivo para a implementação do IPv6 na Internet é a necessidade de mais endereços, porque os endereços livres IPv4 começam a caminhada para a sua extinção.
Para entender as razões desta extinção, é importante considerar que a Internet não foi projectada para uso comercial. No início da década de 80, poderia ser considerada uma rede predominantemente académica, com cerca de 100 computadores interligados. Apesar disso, o espaço de endereçamento do IP versão 4, de 32 bits, não é propriamente pequeno: 4.294.967.296 endereços.
Já no início de sua utilização comercial, em 1993, acreditava-se que o espaço de endereçamento da Internet poderia extinguir-se num prazomáximo compreendido entre 2 a 3 anos. Isso não verificou por conta da quantidade de endereços: a política de atribuição inicial não foi favorável a uma utilização racional desses recursos. Dividiu-se esse espaço em 3 classes, as quais indicamos de seguida:
- Classe A: com 128 segmentos, que poderiam ser atribuídos individualmente às entidades que deles necessitassem, com aproximadamente 16 milhões de endereços cada. Essa classe era classificada como /8, pois os primeiros 8 bits representavam a rede, ou segmento, enquanto os demais poderiam ser usados livremente.
- Classe B: com aproximadamente 16 mil segmentos de 64 mil endereços cada. Essa classe era classificada como /16.
- Classe C: com aproximadamente 2 milhões de segmentos de 256 endereços cada. Essa classe era classificada como /24. Além disso, os 32 blocos /8 restantes foram reservados para Multicast e para a IANA.
O espaço reservado para a classe A atenderia a apenas 128 entidades, no entanto, ocupava metade dos endereços disponíveis. Não obstante, empresas e entidades como HP, GE, DEC, MIT, DISA, Apple, AT&T, IBM, USPS, entre outras, receberam atribuições classe A.
As previsões iniciais, no entanto, de esgotamento quase imediato dos recursos, não se concretizaram devido ao desenvolvimento de uma série de tecnologias, que funcionaram como uma solução retardadora para o problema que chegou com o crescimento acelerado:
- O CIDR (Classless Inter Domain Routing), ou roteamento sem uso de classes, que é descrito pela RFC 1519. Com o CIDR foi abolido o esquema de classes, permitindo atribuir blocos de endereços com tamanho arbitrário, conforme a necessidade, trazendo um uso mais racional para o espaço.
- O uso do NAT e da RFC 1918, que especifica os endereços privados, não válidos na Internet, nas redes corporativas. O NAT permite que com apenas um endereço válido, toda uma rede baseada em endereços privados, tenha conexão, embora limitada, com a Internet.
- O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol), descrito pela RFC 2131. Esse protocolo trouxe a possibilidade aos provedores de reutilizarem endereços Internet fornecidos a seus clientes para conexões não permanentes.
O conjunto dessas tecnologias reduziu a procura por novos IPs, de forma que aextinção prevista para a década de 1990, ainda não se tenha verificado. No entanto, as previsões actuais indicam que o esgotamento no IANA, entidade que controla mundialmente esse recurso, é previsto para 2010.
A WebHS em parceria com o seu Datacenter encontra-se a estudar a implementação do novo protocolo (IPv6) procurando estar um passo à frente no que diz respeito à adesão deste protocolo.







